Lucro no fim do ano é mais importante que margem por litro

No mercado leiteiro, muitas vezes, os produtores se preocupam mais com a margem por litro do que com o lucro no final do ano. Para o zootecnista Christiano Nascif, este tipo de pensamento, muitas vezes rotineiro, é errado e pode prejudicar os produtores.

“É melhor se ter uma margem menor por litro sobre um volume de leite maior, do que uma margem por litro maior sobre um volume de leite inexpressivo”, explicou o zootecnista durante o encontro Dia de Mercado de Leite, em Sergipe, realizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Sergipe (FAESE). As informações são do jornal A Tribuna Mato Grosso.

Durante o evento, Nascif explicou a importância do gerenciamento de propriedades de leite para o produtor.

“Aumentar a produção e a produtividade do rebanho é relativamente fácil, difícil é fazer o produtor de leite ganhar dinheiro de forma sustentável. Portanto a gestão correta dos recursos produtivos faz com que o empresário rural seja eficiente na exploração dos fatores que mais pesam na composição dos custos de produção, que são a mão de obra, concentrados e volumosos”.

Na visão do zootecnista, uma das metas que se deve ter para atingir uma produção eficiente é “produzir mais e melhor com menos”. Para o profissional, o lucro do produtor dependerá do gerenciamento eficiente.

“Gerenciamento econômico financeiro é fundamental em qualquer atividade. Devemos entender que os indicadores técnicos são os meios, o fim é o produtor colocar mais dinheiro no bolso. Para isto a gestão econômico-financeira deve considerar as receitas e os custos, não somente um ou outro. Não se deve buscar o aumento da receita a qualquer custo e nem a redução de custos de qualquer maneira. Há produtores que acham que gerenciar custos é gastar quase nada, grande engano. Sempre devemos lembrar que custo mínimo não se equivale a lucro máximo. A gestão eficiente de qualquer negócio deverá ter como meta o lucro máximo e não o custo mínimo”.

Fonte: Associação Brasileira de Zootecnistas

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